1937: O MARCO DA HISTÓRIA SACRAMENTINA EM SENHOR DO BONFIM, SERTÃO BAIANO!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O pequeno arbusto, cresceu e se

tornou uma ÁRVORE FRONDOSA...

Era o dia 22 de junho de 1937, quando as Pioneiras: Irmã Marie Castelli, Irmã Maria Leonardo Leite e Irmã Alois MARRY chegaram na Estação Ferroviária às 16h30, sendo previsto o horário para as 8 horas da manhã... Atraso habitual...

A calorosa recepção da Sociedade Bonfinense amenizou o cansaço da viagem. Era grande a curiosidade das recém-chegadas: muita gente, o Senhor Bispo Diocesano Dom Hugo Bressane Araújo, confrarias, banda musical do local e muitas crianças aproveitaram a festa. O discurso de boas-vindas foi proferido pelo Senhor Augusto Sena Gomes, presidente dos Vicentinos. Em seguida, DOM HUGO BRESSANE DE ARAÚJO, agradeceu a presença das Irmãs por ele solicitadas e as apresentou aos fiéis da Diocese, nesse momento de júbilo.

“Rumo a casa, quase não podiam andar, tantas pessoas desejavam beijar as mãos ou o hábito das beatas”, numa atitude de respeito às pessoas consagradas."

Tudo era festa!

Foram alojadas numa pequena casa, alugada pelo Diocese durante um ano. A mesa para as refeições era uma porta velha de madeira. As cadeiras, somente seis, eram transportadas a todos os lugares onde fossem necessárias. O refeitório era separado da cozinha por uma cortina branca. Tudo era alegria, sustentada pela, no acolhimento da simplicidade e da pobreza.

Não houve desânimo: com muita fé, muito amor, dedicação e coragem começaram as aulas a 3 de julho de 1937, com apenas quatro alunas externas: Oclenídia Oliveira, Maria de Lourdes Mendonça (que se tornou Ir. Maria Gotharda), Célia Machado, Oriana Carvalho e Maria Benevides, aluna interna, transferida de Itiúba.

Mais tarde chegaram Irmã Noêmia Santos e duas candidatas à vida religiosa: Maria Celeste Correia (Irmã Maria Eugênia) e Maria da Conceição Carvalho (Irmã Maria Gregorina).

A expectativa quanto ao número de alunas era grande.

Em março de 1938, aulas tiveram início com 180 alunas. O Colégio avançava num crescimento visível na instrução, formação moral e religiosa. Tudo era conduzido pelas orações, renúncias e sacrifícios.

Em janeiro de 1941, Dom Hugo Bressane de Araújo, homem zeloso pela educação foi transferido para a Diocese de Guaxupé, Minas Gerais, deixando saudades e expectativa para as Irmãs Sacramentinas e seu nome registrado nos Anais da HISTÓRIA DO COLÉGIO, como grande patrocinador e cofundador.

Ao se despedir das Irmãs, Dom Hugo Bressane de Araújo disse: “Desanimar é retroceder”; Bonfim, espera muito deste Educandário.

ONTEM, como HOJE, as Irmãs “não medem” esforços para levar adiante a obra iniciada com abnegação e lançar os olhos para o futuro da juventude.

Sem perder os nossos princípios alicerçados nos valores evangélicos e no Projeto Educativo da Congregação, acompanhamos as mudanças da Sociedade e vimos a necessidade de tornar a Educação mista, até então orientada para a formação feminina.

HOJE, 2022, com o dinamismo de Irmã Ana Paula Vergara, coordenadores e corpo docente, o Colégio prossegue na MISSÃO EDUCATIVA.


 

“O fundamento de toda educação é o amor” podemos dizer, no espírito do Bem-aventurado Pierre Vigne.


 

Assim podemos afirmar: Estamos aqui para aprender a arte de AMAR, CONVIVER e ACOLHER o diferente.

Bendito seja Deus

Seu amor nos ilumina

No Sertão Baiano

Presença Sacramentina.

Irmã Antonina Maria Soares de Almeida

Senhor do Bonfim, 2022